terça-feira, 16 de dezembro de 2008

AIDS & ONU -O país com o maior índice de contágio na América Latina é o Brasil, com cerca de 730 mil pessoas infectadas.

ONU divulga relatório sobre a situação da Aids no mundo

30/7/2008

Foi apresentado ontem (29) o Relatório Global sobre Epidemia de Aids 2008, realizado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre DST/Aids (Unaids). O levantamento é baseado nos relatórios enviados por 147 países às Nações Unidas e na revisão global de estimativas a partir dos novos dados disponíveis em cada país.

O documento antecede a Conferência Internacional sobre Aids, que será realizada no domingo (3) no México. Os dados computados revelam que houve uma queda no número de infectados, porém o seu nível ainda é inaceitável: são 33 milhões de pessoas no mundo com a doença.

A África Subsaariana é a região mais atingida, com 22 milhões de pessoas com Aids. O país com o maior índice de contágio na América Latina é o Brasil, com cerca de 730 mil pessoas infectadas. A cada ano, 30 mil pessoas contraem HIV no país. O relatório constata que o número de pessoas com o HIV está aumentando devagar, por causa das terapias que prolongam a vida dos portadores, porém a infecção está longe de ser eliminada.

De 2001 a 2007, o número de novos casos passou de 3 milhões para 2,7 milhões. As taxas de novas infecções pelo vírus HIV estão aumentando em outros países do mundo, como a China, o Quênia, a Rússia e o Vietnã. Cerca de dois milhões de pessoas morreram de Aids no ano passado, sendo a maioria adulta. A ONU estima que 7.400 pessoas sejam infectadas diariamente pela Aids no mundo, 45% delas têm entre 15 e 24 anos.

Mais de 10 bilhões de dólares financiaram programas sobre a Aids em 2007. A ONU estima que o acesso universal aos tratamentos e à prevenção custaria mais de 42 bilhões de euros. Segundo o relatório, a conjuntura atual é uma ótima oportunidade para valorizar a resposta ao HIV e compreender o que se deve fazer para assegurar que os países prossigam o caminho em direção a concretização dos compromissos firmados em relação ao HIV. Em 63% dos países, ainda há leis, normativas ou políticas que obstaculizam a realização de serviços eficazes de prevenção, tratamento, atendimento e apoio às pessoas com HIV.

Em seis anos, o número de pessoas que recebem medicamentos antiretrovíricos nos países de baixa e média renda multiplicou-se por dez, chegando a quase três milhões de pessoas no final de 2007. O relatório aponta ainda algumas estratégias que devem ser seguidas pelos países na tentativa de ampliar o tratamento e a prevenção da doença. Entre elas, estão o planejamento do futuro, com avaliação que vá além de ciclos trienais e qüinqüenais; investimento em uma resposta eficaz ao HIV com atenção particular à contenção de epidemias nacionais; capacitação de pessoas que vivem com infectados.

http://www.portaldomeioambiente.org.br:80/noticias/2008/julho/30/1.asp

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